A história das queijadas ficou-me atravessada.quarta-feira, 31 de Janeiro de 2007
A história das queijadas ficou-me atravessada.terça-feira, 30 de Janeiro de 2007

Estávamos a acabar de jantar.
Preguiçosamente, nós de tabuleiro no colo e elas nos banquinhos pequenos na mesa em frente do sofá.
Tocou a campainha, e alguém bateu à porta knock, knock.
Levantaram-se a correr para ir ver quem era.
Deixei-as ir pois sabia que o meu irmão mais novo ia jantar ao andar de cima e calculei que fosse ele.
A V, que tinha saído a correr atrás das irmãs, voltou para trás, apontou para a porta ao fundo do corredor e (quase) gritou entusiasticamente 'Pizza!'
sexta-feira, 26 de Janeiro de 2007

A F anda com a pancada dos pinos, pinos-ponte, rodas, rodadas etc.
Até enerva porque não pára quieta um minuto.
O outro dia teve uma caimbra numa coxa e eu expliquei-lhe que não podia estar nessas brincadeiras sem fazer primeiro um aquecimento dos músculos.
A C presencia a maior parte destas cenas e, embora não tão exagerada, também gosta de 'ginásticas'.
No Domingo, esteve demasiado tempo encostada ao aquecedor de gás na sala dos avós.
Quando a avó lhe disse que devia sair dali, respondeu 'estou a fazer o aquecimento para fazer a espargata'
PS: eu não presenciei a cena, mas ouvi logo 'esta é uma boa para pores no blogue'
quarta-feira, 24 de Janeiro de 2007
Thank God is Monday - II
03:30 - Venho para casa sozinha depois do tal jantar. O pinguim mor ficou numa mesa de lerpa, a lerpar...
04:30 - Deito-me depois de fazer 4 viagens ao 3º andar para as ir buscar, a dormir, mais uma para os roupões e pantufas.
08:30 - Acorda a V, e logo a seguir as outras. Dou pequenos-almoços e ficamos a ver TV, sem acordar o pai (que eu nem sei a que horas chegou).
10:00 - Subo ao 3º andar para tomar pequeno almoço com os meus pais. Elas vão comigo e ficam por ali um bocado.
12:00 - Descemos. Com o pai acordado e com vontade de comer um hamburguer, decidimos regressar a Belém. Num algum impulso suicida sugiro ir buscar um primo para almoçar connosco.
13:00-15:00 - Em Belém, um caos. O triplo das pessoas do dia anterior e a V chata, chatérrima, cheia de sono. Vltamos para casa.
15:30 - V a fazer a sesta, C, F e o primo a brincar na varanda. Arrumo o que tinha ficado pendurado desde 6ª feira. Dou lanches. Começo a pensar nos banhos.
18:30 - Acordo a V. Dou-lhe lanche também. Entretanto os pais vêm buscar o primo e vai tudo para o banho.
20:00 - Jantar no andar de cima, como é costume ao Domingo.
21:30 - Descemos, as mais velhas vão preparar-se para ir dormir. Tiro as roupas do dia seguinte, preparo os lanches. Dou o leite à V e deito-a (com isto tudo já são 22:30).
23:00 - A V não se cala nem adormece. Vou ao quarto e pego-lhe ao colo. Quer ir para a sala. Ando com ela pelo quarto a ver se se acalma. Entre tossir e chorar acaba por vomitar o leite por cima de mim e dela. Novo banho para ela. Banho para mim. A criatura está na sala com o pai, fresca que nem uma alface. Ponho a roupa a lavar e consigo levá-la para o meu quarto onde adormece em 5 minutos (entretanto é meia-noite).
Fim do fim-de-semana.
Nota: Foi um fds atípico. Normalmente consigo levantar-me tarde e descansar e ler o jornal. No próximo temos programa(s) para Sábado todo o dia. No Domingo não ponho o pé fora de casa...
segunda-feira, 22 de Janeiro de 2007
Thank God is Monday
17:30 – Pai pinguim recolhe os 3 bichos lá de casa mais uma pendura.
18:30 – Chego a casa. Tudo sob controle. Organizo os banhos e a convidada diz que às 6ªs não toma banho. ‘´Tá bem.’ Disse eu, logo seguida de retaliações das minhas filhas a quem não perdoo banhos.
19:45 – Chega a 2ª convidada, já banhada e limpinha (bendita mãe!). Enquanto eu dou uma sopa à V fala-se sobre quem vê os Morangos e quem não vê.
20:15 – Jantamos almôndegas com esparguete, fruta e gelatina. Todas comem tudo e há quem repita.
Ajudam a levantar a mesa e vão brincar para os quartos.
Arrumo a cozinha e começo a preparar 2 sobremesas Bimby que tenho de levar no Sábado para um jantar.
Uma das convidadas tem uma diarreia e diz que quer ir embora. Depois chama-me à parte na casa de banho e confessa que não quer ir embora, mas não tem mais cuecas para mudar. Acaba por tomar um banho, um Imodium e ficar.
22:30 – O pai pinguim chama atenção para as horas e lá vamos todos ao 3º andar buscar um colchão emprestado da avó. Fico lá em cima para deitar a V. O pai desce e organiza os leitinhos, torradas e bolachas, chichis e lavagens de dentes.
23:15 – Desço, depois de a V ter adormecido em casa da avó. Tiro sacos-cama do armário, montamos a camarata e deixo-as a ouvir uma história lida por uma das convidadas.
00:00 à 1:30 – Ponho a loiça da ceia na máquina e acabo as minhas sobremesas. Algo nas queijadas não está bem. Tomo banho. Concluo que com as subidas e descidas me esqueci de pôr os ovos nas queijadas. Desisto e decido levar só a mousse de limão.
Pai pinguim recolhe ao leito e eu vou ver o episódio de Grey’s Anatomy gravado nessa mesma noite.
2:30 – Oiço bater à porta. A avó vem dizer que a V acordou e chama desesperadamente pela mãe e pelas irmãs. Vou lá acima e a criatura tinha adormecido profundamente. Resolvo levá-la para baixo de qualquer maneira, para não arriscar perturbar a noite dos avós que já aceitaram ficar com as 3 netas no serão seguinte.
Deito-me.
Sábado
7:10 – Oiço a V a choramingar. Vou lá e está tudo calmo. Quando passo pelo quarto das outras apercebo-me que estão todas acordadas. Querem ficar na cama a falar. O pai pinguim manda-as dormir mais. Nada feito. Ponho-as na sala a ver TV e vou deitar-me na cama da F.
9:20 – A V acorda. Vou dar-lhes pequeno-almoço no 3º andar para o pinguim mor descansar mais um bocado. Telefona-me lá para cima a dizer que já está a pé.
Resolvo sair com elas. Arruma-se os quartos, vestem-se, visto-me e saímos porta fora.
Fomos visitar a Torre de Belém.
Fomos brincar para o jardim de Belém.
Almoçámos no McDonald’s de Belém.
15:30 – Regresso a casa para pôr a V a dormir a sesta. As outras vão jogar Sonic no computador.
16:10 – Telefona uma mãe a dizer que está a almoçar no restaurante em frente se é boa hora para ir buscar a filha. ‘Sim, claro’ ‘Veja lá, o que que dá mais jeito...’ ‘Sinceramente, dava-me jeito que pudesse levar a ... também’ ‘Claro! Fica em caminho, não custa nada’
16:45 – Deito-me pensando ‘Vou descansar um bocadinho, depois tomo um duche para arrebitar e despachar as miúdas...’
20:00 – Oiço a voz do pai pinguim ‘São OITO horas! Já acendi as luzes há um bocado a ver se acordavas, mas nada’
21:10 – Saímos de casa para o tal jantar com amigos, deixando com as 3 de pijama vestido e jantadas e com tudo arrumado em casa.
Balanço final: deixo ao vosso critério...
sexta-feira, 19 de Janeiro de 2007
quarta-feira, 17 de Janeiro de 2007
Zodíaco II

Ainda dentro do tema perguntas difíceis, a pergunta ontem foi 'O que é o pai biológico?'. Não sei a propósito de quê, se calhar daquela história da criança que anda a monte com a mãe adoptiva.
A esta foi tão fácil responder. Relacionar com o que elas já sabem sobre concepção, com os nomes aplicados correctamente.
Pus-me a pensar e acho que o que me engasgou no outro dia foi a descrição gráfica que teria de fazer. E também o facto da C estar ao lado com os seus radares apuradíssimos.
Entretanto já me veio perguntar a minha opinião sobre o aborto. Perguntei-lhe de volta se sabia o que era um aborto. Respondeu 'É a mãe matar os filhos.' Não resisti e retorqui 'Então se eu agora te matar ou a uma das manas é um aborto?' Foi a vez dela olhar para mim um bocado entupida. Com o pai ao lado, lá fomos explicando o que é um aborto e o que é que a votação que vai haver significa.
Não vou entrar em considerações sobre o assunto. Mas percebi como os argumentos do 'não' são muito mais violentos e impressionáveis e se prestam a slogans fortes e chocantes.
terça-feira, 16 de Janeiro de 2007

O tempo não chega. As 24h do dia não são suficientes para tudo, infelizmente. Ando por aqui, vou-vos lendo e comentando sempre que possível. Até chegar a primeira andorinha da Primavera estes dias curtos de Inverno parece que não dão para nada...
quarta-feira, 10 de Janeiro de 2007

Nunca pensei evitar uma questão de forma tão escandalosa, mentir com todos os dentes. Achava que seria capaz de responder a todas as perguntas de forma compreensível para elas, de acordo com a idade.
Balelas!
Há 2 ou 3 dias, eu estava com elas na sala e cansada demais para mandar mudar de canal (hora dos Morangos) e uma das personagens confessa ao namorado que não é virgem.
A F pergunta 'Mãe, o que é ser virgem?'
Entupi, completamente, e falei-lhe dos signos do Zodíaco.
Pode? Pode!?
sexta-feira, 5 de Janeiro de 2007

A V faz 2 anos!
Já não é bebé, apercebo-me disso quando diz, por exemplo: 'Qué banho' ou 'Qué êti', se lhe damos a escolher entre A e B.
Quanto aos NÃOS pergunto-lhe 'Quer tau-tau?' (não fui eu a ensinar o que tau-tau é), ela invariavelmente responde 'Não!' e eu digo-lhe 'Então 1, 2, 3' e ela lá vai fazendo o que eu mando. A rir. Quando é preciso travá-la digo 'Caalma...' e ela ri-se e repete 'Caaalma...' com uma mão a fazer Stop (esta sei que é do infantário porque ela enche demais a boca a comer).

No dia a seguir à chegada fizemos reconhecimento de terreno e compras de supermercado. No primeiro dia de ski, o pai pinguim ficou de braço ao peito. No último dia do ano fiquei eu com um joelho rebentado ao tentar patinar no gelo. Os pinguins gozaram imenso, experimentaram tudo a que tinham direito, viram nevar, e muito, fizeram guerras de bolas de neve com os tios e amigos.

E lá fomos nós no dia 27 de Dezembro. 4 peças de bagagem para despachar, 5 peças de bagagem de mão e 3 crianças. Confesso que achei piada à Easyjet. As tripulações muito simpáticas e descontraídas, os preços da comida a bordo iguais aos dos bares dos aeroportos. Chegámos a Basileia às 23h e à estância às 3:30h.

E o Natal passou, rapidamente, sempre com mais comida e presentes do que, à partida, pensamos ser o ideal, agora sempre preparado para elas, em função delas e já com (alguma) ajuda delas. O Pai Natal apareceu, causando o esperado choro na V e acentuando as dúvidas da C que se recusou a dar-lhe um beijo ao mesmo tempo que veio dizer que o Pai Natal tinha as mãos iguais às da avó. A F tomou a pose da 'crescida' que participa na brincadeira e pisca o olho ao Pai Natal.


