quarta-feira, 27 de Junho de 2007

???

Há maneira de saber quando há comentários novos nos posts?
Anyone...
(qu'isto dá cá uma trabalheira...)

Adenda: nos posts dos outros blogues, que desde eu sei. Tenho nuances, mas enfim...

Doing Her Thing - Lynette Scavo

Já que a rapariga hoije está na berra... e o rapaz.

terça-feira, 26 de Junho de 2007

hummm...



Assim é que é vida. Começar o dia com uma bela massagem de relax. Isto porque o pai pinguim me ofereceu (no Natal) um voucher para um belo dum spa, com a validade de 6 meses. Prazo de validade? Yes! 25 de Junho (ontem, portanto). Vá lá que foram simpáticas e deixaram-me trocar uma massagem com lamas vulcânicas por 2 de relax. Volto lá na quinta feira...

segunda-feira, 25 de Junho de 2007

Pijama Party

A prima mudou de casa e quis comemorar com as amigas fazendo uma PP.
Tudo bem.
A F já dormiu várias vezes nas casas das primas e de amigas da escola.
A C já fez ir buscá-la a às 23h ou virem-ma trazer à 1:30h da manhã. Só com os avós é que ela tem ido sem hesitação, porque quer e quando quer (agora com a entrada no 1º ano acabou-se a brincadeira...).
A F disse-me que não queria ir. 'Mas a tia e a I vão ficar tristes.' 'Vais jantar e depois, se quiseres, eu vou-te buscar' 'Está bem.'
A C disse que queria ir com a irmã, mas só jantar também.
'E já agora, levam umas cuecas lavadas e a escova de dentes, no caso de quererem ficar...'
Levaram, mais os sacos cama.
Fui deixá-las antes do jantar e fiquei de converseta com a tia, na cozinha, enquanto chagavam as outras e se orientavam. Começaram a vestir os pijamas e a C vem-me perguntar se vestia o dela. 'Sim, mesmo que eu vos venha buscar mais logo, já podes estar de pijama vestido.' Passado um bocadinho vem dizer-me que já não tinha vergonha das outras meninas.
Quando saí já eram 9h e combinei ligar mais tarde.
O bicho pequenino estava desasado sem as irmãs. Lá se distraíu com os avós e os tios no andar de cima.
Quando liguei, em cima das 11h disseram as duas que queriam ficar.
No dia seguinte fiquei a saber que dormiram lindamente, comeram lindamente, a C foi a única a lavar os dentes e ainda ralhou com a irmã de manhã por não o ter feito.
Foi uma estreia para a minha carocha.

sexta-feira, 22 de Junho de 2007

E bom fim de semana!















quinta-feira, 21 de Junho de 2007

E

a 15 dias de fazer 2 anos e meio, o meu besnico tem estas saídas:

- Mãi. Qué cachá étas. É gías...
- V o que é que estás a fazer?
- Não tou a fajê nada... (afastando-se devagarinho)
- É um chocolate para a C, um para a F, um para a mãe e um para a V.
- É um, não é doish...

Calçada de Carriche

Luísa sobe,

sobe a calçada,
sobe e não pode
que vai cansada.
Sobe, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe
sobe a calçada.
Saiu de casa
de madrugada;
regressa a casa
é já noite fechada.
Na mão grosseira,
de pele queimada,
leva a lancheira
desengonçada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

Luísa é nova,
desenxovalhada,
tem perna gorda,
bem torneada.
Ferve-lhe o sangue
de afogueada;
saltam-lhe os peitos
na caminhada.
Anda, Luísa.
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.


Passam magalas,
rapaziada,
palpam-lhe as coxas
não dá por nada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

Chegou a casa
não disse nada.
Pegou na filha,
deu-lhe a mamada;
bebeu a sopa
numa golada;
lavou a loiça,
varreu a escada;
deu jeito à casa
desarranjada;
coseu a roupa
já remendada;
despiu-se à pressa,
desinteressada;
caiu na cama
de uma assentada;
chegou o homem,
viu-a deitada;
serviu-se dela,
não deu por nada.
Anda, Luísa.
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Na manhã débil,
sem alvorada,
salta da cama,
desembestada;
puxa da filha,
dá-lhe a mamada;
veste-se à pressa,
desengonçada;
anda, ciranda,
desaustinada;
range o soalho
a cada passada,
salta para a rua,
corre açodada,
galga o passeio,
desce o passeio,
desce a calçada,
chega à oficina
à hora marcada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga;
toca a sineta
na hora aprazada,
corre à cantina,
volta à toada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga.


Regressa a casa
é já noite fechada.
Luísa arqueja
pela calçada.


Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada.


Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

António Gedeão

Ouvi este poema ontem no rádio, dito pela Odete Santos. Confesso que me arrepiei. Infelizmente não há podcast desse momento senão linkava-o. Fica o texto.

quarta-feira, 20 de Junho de 2007

'sic' (bis)

Ou 'Ode às cuscas'

Uma das formas mais universais de irracionalidade é a atitude tomada por quase toda a gente em relação às conversas maldizentes. Muito poucas pessoas sabem resistir à tentação de dizer mal dos seus conhecidos e mesmo, se a ocasião se proporciona, dos seus amigos; no entanto, quando sabem que alguma coisa foi dita em seu desabono, enchem-se de espanto e indignação. Certamente nunca lhes ocorreu ao espírito que da mesma forma que dizem mal de não importa quem, alguém possa dizer mal deles.
Esta é uma forma atenuada da atitude que, quando exagerada, conduz à mania da perseguição.
Exigimos de toda a gente o mesmo sentimento de amor e de profundo respeito que sentimos por nós próprios. Nunca nos ocorre que não devemos exigir que os outros pensem melhor de nós do que nós pensamos a respeito deles, e não nos ocorre porque, aos nossos olhos, os nossos méritos são grandes e evidentes ao passo que os dos outros, se na realidade existem, só são reconhecidos com certa benevolência.

Bertrand Russell, in 'A Conquista da Felicidade'

terça-feira, 19 de Junho de 2007

já que anda tudo numa de sabores...


1ª frase - Faço para que mereça a minha confiança quem eu acho que vale a pena (presunção e água benta...).
2ª frase - Nem um extremo nem o outro...
3ª frase - Assustadora não diria, dura, sim, às vezes.


Isto de nos definirmos em 3 frases enfim, tem que se lhe diga, é mais bolos, ou gelados... :)

segunda-feira, 18 de Junho de 2007

backwards

F a explicar à C
Ela chama-se Rosemary (prima afastada dos States que veio jantar - ou não tivéssemos nós costados açorianos).
Em Português é Rosa Maria.
Só que, como em Inglês é tudo ao contrário, o nome dela mesmo é Maria Rosa.

quinta-feira, 14 de Junho de 2007

Curtas

Passámos o último fim de semana (looongo) no Alentejo. Num dos serões a anfitriã criou um ambiente à luz de velas, propício a um cigarro e dois dedos de conversa entre os adultos, a ouvir as cigarras lá fora, coisa que não acontece com frequência quando andam 6 crianças à solta.
A C entra na sala e diz: 'Parece uma discoteca de namorados!!'

Depois de ter tido a virose no computador desinstalei o feedreader. Fiz um esforço e estou a adaptar-me ao bloglines. Isto para dizer que não vejo o meu próprio blog com frequência e hoje surpreendi-me ao olhar para a barra e ver que a F se aproxima a passos largos dos 9 anos...

Ontem a V estava muito entretida a 'ler' uma revista. Depois pediu para ir para o meu colo. E pediu para eu apanhar a revista do chão. Ficámos a olhar para a revista, que eu segurava acima da cabeça dela. Às tantas precisei de uma das mãos e a revista ficou na outra, semi aberta. Então a V disse 'mãi, a póta tá abéta, do livo'. Espero que ela venha a ver os livros assim, como portas abertas...

terça-feira, 12 de Junho de 2007

...

Quando aqui coloquei a citação aqui em baixo não tinha ainda pensado sobre o texto, deixei para ler, reler e deixar assentar a poeira.
Agora vejo que está de acordo com o que eu penso e tento fazer, muito porque também foi assim que eu e os meus irmãos fomos criados.
Faz-nos pensar em como os miúdos apreciam os prazeres mais simples, como brincar com colheres de pau, fazer bolas de sabão, olhar para as nuvens e as estrelas, andar de eléctrico ou autocarro, espalhar as caixas dos DVDs no chão criando um castelo imaginário. Ainda hoje consigo reviver algumas tardes de brincadeira entre irmãos e primos que surgiram do nada, que não se repetiram e das quais nos lembramos todos com a mesma vividez. Esta geração, como são só raparigas, brinda-nos com teatros e danças que são cada vez mais elaborados. E nem precisam de aparelhagem de som. A última foi um número de canto/dança completamente inventado do nada (enfim, vagamente inspirado numa canção da novela...)
O texto lembra-nos ainda a necessidade de lhes incutir a ideia de esforço/trabalho/poupança como forma de alcançar algo que se deseja muito. Pode ser um brinquedo mais caro, uns ténis de marca (ou de rodinhas...), um fim de semana em casa da melhor amiga, ficar acordadas até mais tarde num dia especial tanta, tanta coisa.
E também a dar valor ao que têm. E têm tanto (felizmente!) os nossos filhos. Tanto que até chega a dar algum remorso. Se houver uma dose, por mais pequena, de esforço, de sacrifício, o prazer é maior. Por exemplo, nas férias há uma guloseima por dia. Se comem bola de Berlim na praia, já não há gelado, e vice-versa.
Saberem que há quem tenha muito pouco (quão pouco acho que ainda não conseguem conceber). E que podemos ajudar um bocadinho. Sabem já que as roupas e brinquedos bons que já não usam/servem vão ser dados a meninos que não têm nada.
A C ontem perguntou-me como é que se arranja um cartão de crédito. Que mais não seja para não acharem que tudo na vida está à distância de un PIN.

terça-feira, 5 de Junho de 2007

'sic'

O Mérito da Monotonia (food for thought)

A capacidade para suportar uma vida mais ou menos monótona deve ser adquirida desde a infância. A este respeito, os pais modernos são bastante censuráveis; proporcionam aos filhos demasiados prazeres passivos, tais como espectáculos e guloseimas, e não compreendem a importância que tem para uma criança um dia ser igual a outro dia, excepto, é claro, nalgumas raras ocasiões. Em geral, os prazeres da infância deveriam ser aqueles que a própria criança descobrisse no seu ambiente por meio de algum esforço e imaginação.
Os prazeres que excitam e ao mesmo tempo não implicam qualquer exercício físico, o teatro por exemplo, só lhes seriam facultados muito raramente. A excitação é da mesma natureza dos narcóticos que cada vez se tornam mais exigentes, e a passividade física durante a excitação é contrária ao instinto. Uma criança desenvolve-se melhor quando, tal como uma jovem planta, a deixam tranquila no mesmo solo. Demasiadas viagens, demasiadas variedades de impressões, não são boas para as crianças e tornam-nas mais tarde, quando forem crescidas, incapazes de suportar uma monotonia fecunda.
Não quero dizer que a monotonia tenha algum mérito em si mesma; quero somente afirmar que algumas coisas boas não são possíveis senão quando há um certo grau de monotonia.

Bertrand Russell, in "A Conquista da Felicidade"
Além de me ter ido acordar antes da hora prevista a pedir o leitinho, teve o descaramento de interromper o biberon, olhar para as roupas (sempre) tiradas de véspera, depois para mim e dizer 'Quéio uma saia.'.
Ao passar pela porta da escola não tive logo sítio para encostar o carro. Fui dar a volta e começa ela 'Mãe, não, é p'ácola, p'acima'.
Promete, esta...

sábado, 2 de Junho de 2007

sic

Há coisas que se herdam e outras que se merdam.

Autora: avó pinguina sobre manias, trejeitos e alguns defeitos que passam de geração em geração (também calha ser uma grande penca ou orelhas de abano)