Nem sabia se ia escrever alguma coisa. Mas a Repolha a desejar que a F fosse dormir descansada por causa da prova de hoje, decidiu-me.
Estou de rastos. Mal dormi. Não como desde ontem à tarde.
Antes do jantar a C estava a esconder-se da V e foi para a cama de cima do beliche. A F andou com a V a fingir que procurava a C e finalmente encontraram-na. Soba e F para cima do beliche e começa a tremer a cama, a fazer um tremos de terra. O trico da grade solta-se, e a C cai de cabeça cá em baixo, aos pés da V.
Eu estava no meu quarto, mesmo ao lado e voei até lá. Percebi que só deitava sangue do nariz, não tinha feridas e disse que não lhe doíam os braços e as pernas. O pai levou-a ao colo para a casa de banho, lavou a cara, bochechou e foi deitar-se no sofá, com gelo na testa (esfolada e com as marcas do entrançado do tapete).
Aí apercebi-me do pânico das irmãs. Choravam as duas e a F dizia que era culpa dela, e logo na véspera da prova. Tentámos acalmá-las. Ao mesmo ia vendo se a C adormecia. Quando me pareceu que estava a adroemcer disse-lhe para se sentar no sofá. Sentou-se e de imediato começou a vomitar, algo muito escuro que me fez entrar em pânico.
O pai foi buscar toalhas e um alguidar e eu fui telefonar. Não tinha o número do doi doi à mão e liguei 112. Mandaram não lhe mexer e esperar pela ambulância. Assim fizemos e a ambulância chegou em 5/10 minutos.
Entretanto a minha mãe desceu do andar de cima, os enfermeiros fizeram a primeira observação e fui eu com ela para o HDE.
Cadeira de rodas, saco de plástico para vomitar e atendimento rápido. Raio-X. Na marquesa do RX vomitou outra vez. O técnico disse-me que não via nada nas radiografias, mas que a médica iria confirmar.
Voltámos à urgência. A médica confirmou que não via nada, mas que por vezes há microfracturas que só se vêm com TAC. Sala de observação. Meia hora depois estava mais desperta e com fome. 2,5 ml de chá de 5 em 5 minutos. Vomitou outra vez, já só o chá que tinha bebido, ainda com uns farrapitos de sangue. 40 minutos de pausa e mais 1,5h de chá. Não houve mais vómitos. Pudemos vir para casa.
A minha prima/tia, anjo da guarda delas nestas coisas, tinha estado incontactável todo o serão, mas já quando íamos para o táxi ligou-me a minha mãe a dizer que ela vinha a caminho do hospital. Esperámos e ainda voltámos lá dentro a confirmar os diagnósticos e tocar impressões com as colegas.
Noite calma para ela, comigo a ir vê-la de hora a hora. Acordou sem fome mas já comeu flocos. Doeu-lhe a cabeça a mastigar. Agora estou à espera que me ligue o anjo da guarda para ir ao hospital para um otorrino lhe ver o nariz por dentro. É verdade, tem o nariz torto, mas não lhe dói.
Cada vez mais acredito que
ao menino e ao borracho...Até logo.